quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

SOL E CHUVA

Eu menti,
omiti,
esqueci
que diante de seus olhos
sou frágil
quisera ter sido forte
quando senti teu cheiro de macho
invadindo minhas narinas
depois de um tempo chuvoso
em meus olhos.
dizer a tua verdade
não mudou o rumo
dos barcos
fingidamente ancorados
no velho porto.
que razão tu terias
a não ser a secura
pra saciar teus
profundos desejos?
contava-se as estrelas
os dias e as horas
pra desfrutar de uma
boca tão sedenta
como a minha.
eu com vergonha de trair
os meus sentimentos
fingi ser única
em tua vida
deixei-me
entreguei-me
jurei não fugir
nunca daquela
vontade,
porque talvez
enganada por mim mesmo
não quisesse nunca
acordar,
mas eu menti
omiti,
esqueci
que quando há essas porções
mágicas
tudo ou melhor nada
serve às armaduras
e cá estou eu
navegando pelos
rios da saudade
rios de esperança
rios de desejos
rios de prazer
rios de fantasias
que tua presença
me permiti
viver nesses dias
de sol e chuva.

Sem alguém

Sempre estou na porta errada
Mesmo quando quero fazer tudo diferente.
Por vezes derramo muitas lágrimas, tentando
Entender esse coração carente.

Distraio-me com conversar e sorriso tão fugaz
Companhia as vezes invisível
Sempre quando quero mais
Vira pesadelo e tudo fica tão difícil

Já não sei quem sou
Nem pra aonde vou
Ou que será de mim
Já não sei quem sou
Nem pra aonde vou
Sem alguém pra me amar

Hiato

Sinto frio
Nesse hiato
Sinto medo
Desse caso
Entre nós

Tiveras do meu lado
Nunca por completo
Nunca houve pacto
Sabíamos o que não era certo


Sinto saudade
Nesse caso
Com razão
Sinto vontade
Daquele ato
Que me fez esquecer a solidão

Será para sempre
Será só por hoje
Será só agora
Essa dor!

Feliz

Juro, eu não te percebia
e de repente me vi ali
feito loba no cio
achando você o cara mais lindo
invadindo tua pele
acendendo o pavio

você querendo se perder
eu querendo me encontrar
fingindo não querer
não foi possível controlar

a tua mão
queimando em meu corpo
a tua boca
saciando minha sede
eu feliz, feliz






eu querendo me encontrar
fingindo não querer
não foi possível controlar

a tua mão
queimando em meu corpo
a tua boca
saciando minha sede
feliz, feliz

Umas e outras

a porta estar fechando
eu vou esquecer
aquela despedida
lembranças pra apagar
eu querendo entender
a sua cômoda vida

uma pra lavar
outra pra ouvir
uma pra vestir
outra pra te despir
uma pra ceder
outra pra irritar
uma pra te amar
enquanto aqui

se espalha
um sentimento
capaz de me afogar
como em águas
profundas
em alto mar
eu me desespero
não alcanço o chão
seus olhos
agora meu inferno
tudo foi em vão