É verdade que quando em
casa
Eu tiro o pó, limpo o
chão
Ouço música que me dá
felicidade
Brinco com o meu violão
Troco tudo de lugar
Como se pudesse varrer
memórias
Reclamo porque ele não
estar
Compondo minha história
A projeção que eu fiz
Me levou por caminhos
desiguais
Eu não tenho nada de ti
E ainda levaste minha
paz
Enquanto lavo as louças
Penso estar lavando o
que sobrou de ti
Como se limpar meus
dias
Como se águas pudessem me diverti
Te esquecer
Só será possível
Quando eu não mais existir
Mas vou tentar todos os dias
Até não mais resistir