Era madrugadinha e o abraço feliz do meu amor, acordava-me manhosamente!
Senti sua pele macia por onde deslizei as mãos em movimentos sinuosos.
Seu rosto já sem barba atraia as pontas dos meus dedos para um bailar de primavera.
Era encantadora a sensação de ouvir sua respiração, pairando em meus ouvidos como se fosse melodia de Tom Jobim.
Não tinha como ser indiferente às suas declarações de amor sussurradas logo nas primeiras horas matinais.
E todas as mulheres me invejariam se eu contasse detalhes daquele corpo febril que se derramava sobre o meu, no dia 19 de novembro!
Ah! morram de inveja!